terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ainda talvez.


Não há.

Simplesmente não.

Pelo menos à mim.

Tudo , a mesma conclusão

O verso livre é o melhor

dos antidepressivos

enganam a mente

Mas mantém-me vivo

E enquanto isso,

mantenho-me a gritar:

Não há, Não há, Não há!

O que? Me perguntam

Que buscas?

Respondo-lhes lavando minhas mãos

Que busco meu lugar no mundo

apenas a razão.

 Foi ser gauche agora vê

tua triste conclusão.

Não há. Não há. Não há

Não.

mediano

Terça feira. 

Abro a geladeira pra pensar.

Faltam-me idéias.

Consigo enxergar o texto, ele está ali, pronto, à minha frente

mas não consigo alcançá-lo.

Narrar uma boa história parece-me difícil, inatingivel.

Mas consigo vê-lo.

A madrugada permanece tranquila

e o relógio me concede mais meia hora de reflexão.

Meia lata de cerveja e uma infinidade de frustrações.

Um bom comprimido, um bom disco e espero.

Espero pra ver se consigo alcançá-lo.

Será que eles realmente esperam que me sinta ofendido?

Não importa.

Hoje, o vencedor é quem perdeu.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Frankfurt

Ela aconteceu para mim como ouro ao garimpeiro
Nunca antes havia visto tanto conhecimento e beleza ao mesmo tempo.
Seus discursos emocionaram, surpreenderam seus pensamentos.
E de quando em vez eu falo, usurpando seus argumentos

Ela aconteceu para mim como a vitória ao guerreiro
Ela simplesmente saltou, sem querer, em meu coração.
Passei a segui-la veemente e a humilhar-me por definição.
Sua vivacidade me inspirou, seus membros me fascinaram.

Ela aconteceu para mim, como o amor ao trovador.
Deu-me ânimo a prosseguir, arrancou-me toda dor.
Reduziu-me a insignificância e elevou minha humildade
Mostrou-me que a razão, anda junta da verdade.

Eu rimo sem nenhuma métrica, mas porque não consegui.
Retratar em forma firme tudo aquilo que eu li.
Ela é hoje minha vontade de fazer algo ou tentar
Ela é hoje a explicação de amar tanto e questionar.

Frankfurt , Frankfurt,
escola de mi vida
Sorbonne, Sorbonne,
Dentre outras minha guia.

Soneto #

Soneto Sustenido
Eu acredito nos discos
Eu acredito nos ritmos
Nas dissonantes e paronomásias
Nas oitavas e aliterações.

Eu acredito nos refrões
Assonâncias e sétimas
Nas rimas e melopéias
Nos sonetos de Camões.

Eu acredito em Nero
E no que traz à vida os versos
Eu acredito, acredito, acredito.

Acredito nos elementos
Que banham palavras, o movimento
Eu acredito, acredito na lição.

terça-feira, 9 de setembro de 2008




Estou estudando
Em breve da métrica serei mestre
Talvez não em breve
Mas ei de melhorar.
A lingua merece.
Mero projeto de poeta
Que tecnica domino se não a insistência?
Mesmo assim
Por agora, apenas ela me basta,
porque min'alma pode não conhecer as rimas
Mas ela também não conhece o silêncio.