domingo, 31 de agosto de 2008

A expressão é o retrato da alma.



Oratio vultus animi est

MANIFESTO POR N.Q.I.A.N.A.M


É CHEGADA A HORA, A IMPUNIDADE NÃO DEVE PERMANECER NEM MAIS UM SEGUNDO


MANIFESTO


1. QUE TODOS OS REMÉDIOS PARA DOR DE CABEÇA FUNCIONEM.
Sem devidas enganações indevidas! Afinal que remédio pode ter como principio ativo o fato de você ter tomado um remédio?


2. QUE TODAS AS NOVELAS CAUSEM POLÊMICA
Alguém lembra de "O Clone"? Ta aí, tema contemporaneo, retórica ao lado de fogões por todo o Brasil e vestibulares previsíveis! E não me venha com essa de "ninguém precisa de mais problema em horário nobre!" afinal no que mais consiste a novela se não em gente loira e problemática?


3. QUE O ALMOÇO MUDE DE LUGAR!
Me respondam então. Porque não almoçamos à noite?
Quer coisa melhor que dormir depois do almoço?


4. QUE TODOS OS IDOSOS FIQUEM SURDOS
E não reclamem nunca mais de qualquer barulho.

5. QUE ALGUÉM INVENTE O SOM NO CHUVEIRO
E então a humanidade ficará livre das canções da minha irmã.

6. QUE OS ÔNIBUS SEJAM TRANSFORMADOS EM ESCOLAS
E está resolvido o problema de infra-estrutura, frequência e pedintes religiosos.

7. QUE OS SHOWMÍCIOS VOLTEM A LEGALIDADE
Eleição tem que servir pra alguma coisa.

8. QUE AS BAILARINAS TENHAM CORAÇÃO.
Prefiro não comentar.

9. QUE OS ELEFANTES BÊBADOS DA ÍNDIA SEJAM SALVOS
Que? Eu juro; Eles bebem nas plantações de arroz e morrem eletrocutados na volta pra casa!

10. QUE DEEM AULAS DE FISÍCA EM JOGOS DE FUTEBOL
Só assim a humanidade compreenderá minha raiva.

11. QUE FABRIQUEM O EMPLASTO BRÁS CUBAS
E rápido o prozac já não faz mais tanto efeito.

12. QUE LANÇEM A COLEÇÃO "SESSÃO DA TARDE"
Quem nunca sonhou em nadar À NOITE na lagoa azul?

13. QUE INVENTEM A DESCARGA SILENCIOSA!
Chega de chegar bebâdo e seus pais acordarem!

14. REFORMA NO EXAME DE CARTEIRA DE MOTORISTA!
A idéia é bem simples, além de fazer aula de direção é obrigado ,a partir de hoje, que os requerentes passem em uma prova de português!
"sua moto arrebentou meu retrovisor!!!"
"... a senhora parece-me equivocada..."


15. PELA RECRIAÇÃO DA CENSURA
A luta não é , nesse caso, contra o comunismo.
É contra o sertanejo.
E tenho dito.

Multidão


Que todos me esqueçam,
Que ninguém se recorde de mim
As coisas de que preciso são mais simples do que acham os achistas de plantão..
Não,
Não preciso ser lembrado.
E nem quero.
Talvez por isso precise me mudar
Acordar em meio a 20 milhões?
"Ei! quem é você?"
"ninguém!"
e isso, é ótimo.




Saindo um pouco do contexto literário, eu posso dizer que me sinto mais feliz agora.
por mais relativo que possa parecer, sinto-me melhor sem a Banda.
precisei do modo mais dificil pra ver que 5 pessoas hão de valer mais que 500
Eu sei que ninguém entra aqui para ler crises existenciais mas o que eu posso dizer..
I can't win

quarta-feira, 27 de agosto de 2008


"Preciso acordar e não me notar
Preciso vencer sem se quer ganhar.
Preciso precisar sem se quer.. Ter.


Eu quero ser e não perceber
Vou te amar e não te ter.
Entender sem estudar. Ah.

Me ensina, a tirar essas marcas e encontrar o meu verdadeiro.

Vou te olhar de frente então.
Enfrentar a contradição
Sem minha máscara vou sorrir
Marcas de uma educação,
Ranços de uma herança que se vai.

O poder de observar
Observar e não ter poder

O verbo que devo calar
As palavras que você não vai ler
Me ensina, a tirar essas marcas e encontrar o meu verdadeiro.

E aprenderemos diariamente a desaprender e a viver como realmente somos."

DF.


Meu pessimismo me incomoda.

Nunca é tarde.


A perseverança das pessoas me intriga
Eles gritam cada vez mais alto
Sempre com mais raiva.
Mas ali, só eu pareço saber
Que o juiz não pode escutar.
Queria poder gritar com eles.
Mas algo não me deixa esquecer
Que o juiz não pode escutar.
Ele é grande.
Ele é irrealizável.
Pior que não se fazer ouvir
É não ter razão pra gritar.
Sinto como se tivesse desistido
Sinto que já não adianta mais.
Daí me privo da perseverança
De que adianta tudo
Se eu não consigo esquecer...

Que o juiz não pode escutar.


Algo sobre "deixar pra depois".

domingo, 24 de agosto de 2008

1968 dias para a proxima postagem


Ontem me disseram que sou ista em demasia.
Não é pra menos, só vivo cercado de ismos.
Não se julgue errado por pensar diferente,
contanto que a raça humana continue atelepata.
ah, a chinelagem vai fazer uma pausa, eu reeditei isso aqui.
Ninguém nunca lia meus boletins, minhas recomendações de bandas e o escambal , daí deletei tudo e o que já não simpatizava, deixando espaço somente pra literatura de bolso.
Por isso convém avisar a quem lê que eu vou demorar um pouco a atualizar, se é que existe algum ser pensante que o faz.
Mas não se animem, ops desanimem, estou com 3 textos no forno, 3 releituras de antigos textos que deletei daqui do Sonic smile.
Digamos que quando eu escrevi eu devia achar que o mundo era um tanto quanto cor de rosa.
Mas as ideias eram boas e bem merecem uma segunda chance.
Ah, ainda tem mais um romance que estou trabalhando desde fevereiro. Quando estiver pronto o postarei subdividido em capítulos...
Em breve.
Em breve.

chinelagem literária
sim, não faço nada além de chinelagem literária
literatura barata
de bolso
sou imaturo, tenho que me aperfeiçoar
ser mestre na técnica, transpirar novos rumos, ter um estilo, ou não ter nenhum,
agir
mudar.
mas enquanto esse dia não chega, sento aqui
com meu antidepressivo e a mesma
chinelagem literária

sábado, 23 de agosto de 2008

C.D.A


Espero não desapontar o Carlos.
Imagine um bom disco e um bom livro em um bom trem?
Espero não desapontar o Carlos!
Agora vou porque minha cabeça dói.
24 aspirinas.
Mas quero todo mundo rindo.
Espero não desapontar o Carlos.
Mas isso só o tempo dirá.



Estou sem idéias.
Vou tomar uma cerveja.

Me coloquem no bolso
por todos os livros que não li
por tudo aquilo que não disse
por toda a impressão que causei
me coloquem no bolso.

por toda prequiça que senti
por todos os discos que ouvi,
por tudo pelo que lutei

o fundo do bolso

não passo de imagem
antes fosse bem verdade
tudo que disse ter feito
pare!

me coloquem no bolso
porque eu estou perdido
afirmei o que nao sabia
e ter vivido o que não vivi
e agora?
é tempo de agir
deixar de lado a falação
nuncaétardenuncaoé

me coloquem no bolso!
porque não sou poeta
não sei de vanguardas francesas
e nada sei de métrica
minhas rimas são pobres,
pobres como minha mente
pobre mente que mentiu.

Andem! me coloquem no bolso
porque não sou rico ou importante
tentarei agora doravante
fazer com que a verdade sobressaia
olhem para mim, altiva está minha expressão
eu digo que cansei ,
a verdade será minha bandeira
e as falácias tombarão

Me coloquem no bolso
mas tenham cuidado,
sou capaz de ser meu melhor professor
não há quem se canse de andar em círculos
não há quem se farte de sentir dor
deixarei de lado as desculpas
que proferia ao enganar-me
a arrogância substituírei
pela grandeza da humildade
sim!


Me coloquem no bolso
porque eu sinto vontade.
De provar que tenho amor
e que o amor tem a verdade
a ilusão mental e física
está prestes a cair
e os sorrisos que almejo
do bolso hão de sair.

algo sobre como se enganar dá errado.

terça-feira, 19 de agosto de 2008


Infelicidade é uma questão de prefixo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Hoje tive uma epifania


Hoje tive uma epifania.
Infante epifania.
Ora, como posso ter tido uma revelação de algo que ainda nem vivi?
Sei o que sou? A fim de ser capaz de reconhecer o que sou no que não sou?
Não, não sei o que sou. Ainda. Mas nem procuro descobrir.
Não vi , ao contrário do que deveria, a minha vida por completo no fato banal e cotidiano.
Não me foi revelado meu destino e minha condição, ou melhor, condenação social por inteira.
O que vi não passou de uma representação do momento, daquele instante, do agora.
Situacionismo.
Este diz que a vida é composta por varias ocasiões.
A vida não é o todo, mas a soma de partes.
Se isso é verdade minha epifania é válida.
O que vi não foi nada mais que a representação da minha presente situação, que há de errado nisso?
Esqueci-me do barulho da rua, os livros desapareceram.
Ouvi alguém me chamar, logo não havia mais ninguém.
Fixei meu olhar na parede, primeiro, vi o caminho.
Pode parecer demasiadamente banal, mas em seguida, vi a formiga.
A ciência explica que a formiga é tão cega quanto um morcego,
Para se orientar, ela segue um rastro hormonal deixado por outras formigas
Um caminho.
É logicamente invisível a olho nu, mas eu simplesmente podia enxergá-lo acompanhando a trajetória dos insetos.
Explica-se, também, que caso este rastro seja removido, a formiga se desorienta
Perde sua noção de mundo, seu caminho, seu papel no universo.
Não sabe voltar, não sabe chegar, mergulha em uma inércia perdida a própria sorte
A própria sorte.
E agora. José vai morrer no mar?
E agora?
A formiga perdida é como eu.
Não sei o que fazer, ou melhor
Não sei o que virá.
Não que eu queira saber, mas a duvida me deixa perdido, confuso.
As escolhas que fiz darão errado?
Estarão certos?
Ou não.
Meu momento, minha situação, simples e curta.
Como a formiga que não sabe aonde ir.
Há porem um equivoco neste texto: Da epifania resulta a inércia.
Quando a temos, possivelmente não alteramos em nada ou se quer agimos para mudar a situação.
Não, eu não tenho cunhão para reinventar a epifania, muito menos para dizer que modificarei minha realidade.
Pelo contrario
Vou apenas seguir mais a risca minha introspecção.
Lembremo-nos, que a formiga não sabe aonde ir.
Mas ela vai.

sábado, 9 de agosto de 2008

Não!
Eu não tenho cunhão.
Não, eu não tenho Cunhão.
Que triste conclusão, mas meu espelho não mente
E nem pode.
Infelizmente não
Eu não tenho cunhão...
Desisto!
Momentaneamente,

Talvez por mais tempo...

Ou não.
Ler!
Sim, este é o caminho
apenas sábio, sagaz sabedor, saberei se quem sabe um dia
Terei cunhão.
Mas por enquanto
Não.
Me sinto mais vazio que uma folha em branco.
Mas uma coisa me conforta:
Saber.
Que uma folha em branco é tao vazia
quanto infinita.
Por simplesmente conter toda e qualquer possibilidade de ser preenchida.
Leva tempo, eu sei.

Seria hipocrisia dizer que não.
Mas mentiroso mesmo eu seria
Se dissesse que tenho cunhão
Não! Já disse que não.
Já disse que eu não tenho Cunhão.
Se as palavras ao menos se organizassem 
sozinhas.

Todos saberiam o que eu tenho a dizer

Mas...
Eu tenho algo a dizer?

Não!

Ainda não.
Um dia, em breve, talvez nunca
Mas por enquanto não.
porque vocês estão cansados de saber que
Sim
eu não tenho cunhão.